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Análises · página 4

2 outO dia em seis regiões: Kiev sem pontes e o barril abaixo de 100A Rússia lançou 108 drones na madrugada desta sexta e tirou de operação as três principais pontes de Kiev, no quarto ataque em um dia contra a Ponte Sul. O petróleo voltou a fechar abaixo de 100 dólares, puxado pela proposta francesa de liberar estoques de diesel e de petróleo na Europa. A China começou a Semana Dourada com 2,13 bilhões de deslocamentos previstos em sete dias. Na Nigéria, os servidores públicos pararam por três dias. E o emprego americano fraco mudou a conta do juro global, o fato do dia, analisado em texto próprio.Arquitetura de segurança2 outO emprego americano trava e muda a conta do juro globalO relatório oficial de emprego dos Estados Unidos registrou 29 mil vagas criadas em setembro, um terço do que o mercado esperava, e desemprego de 4,2%. As revisões apagaram 60 mil vagas da conta de julho e agosto. O número derruba a aposta de nova alta de juro na reunião do Federal Reserve de 27 e 28 de outubro e alivia, por ora, o aperto global que encareceu o dinheiro em setembro. Para o Brasil, que corta a Selic na contramão do mundo rico, o alívio chega a dois dias do primeiro turno.Política monetária1 outO estado do jogo em setembro: quem avançou em cada dimensãoO balanço mensal do COMPASSO pelas quatro dimensões do poder estrutural. Em Segurança, o controle americano da travessia de Ormuz virou objeto de negociação formal. Em Produção, a trégua entre as potências ganhou prazo e o agro brasileiro perdeu sua terceira porta. Em Finanças, o mundo rico subiu o juro e o Brasil cortou. Em Conhecimento, dois Estados e seis empresas começaram a escrever a regra da inteligência artificial. Os números do mês, dimensão por dimensão, com as fontes.Arquitetura de segurança1 outSetembro na Produção: a trégua das potências e o agro cercadoO deslocamento do mês em Produção: a visita de Xi Jinping a Washington estendeu a trégua comercial até janeiro de 2027 e criou uma lista de tarifas menores para 30 bilhões de dólares de cada lado, sem destravar chips nem terras raras. O Canadá mediu o preço de retaliar e voltou a negociar. E o Brasil fechou setembro com as três maiores portas da sua carne restringidas ao mesmo tempo: o tarifaço americano, o embargo europeu e, desde 1º de outubro, a sobretaxa chinesa de 55%.Cadeia de semicondutores1 outSetembro na Segurança: a travessia de Ormuz virou negociaçãoO deslocamento do mês em Segurança: setembro abriu com Washington bombardeando o sul do Irã. Fechou com uma proposta iraniana por escrito, uma rejeição pública de Trump e uma contraproposta americana entregue pelo Catar. No meio, a guerra fechou as três rotas do petróleo do Golfo, os Estados Unidos deixaram o Iraque depois de 23 anos e a Rússia aprovou o maior orçamento militar desde a invasão da Ucrânia. O controle sobre quem atravessa o estreito deixou de ser disputado a tiros e passou a ser vendido em papel.Arquitetura de segurança1 outSetembro nas Finanças: juro global em alta e Selic na contramãoO deslocamento do mês em Finanças: o Federal Reserve fez a primeira alta de juros desde 2023, o Banco do Japão levou sua taxa ao maior nível em 31 anos e o Copom cortou a Selic a 13,75% na direção oposta. O Brasil começou setembro medindo deflação e terminou com a prévia da inflação a 4,47% em doze meses, encostada no teto da meta. O preço do dinheiro voltou a subir no mundo por causa do petróleo de guerra, e a conta chegou ao câmbio antes de chegar à bomba.Política monetária1 outSetembro no Conhecimento: a regra da IA é escrita por poucosO deslocamento do mês em Conhecimento: setembro abriu com a capacidade perigosa virando produto licenciado e atravessou o maior alerta público já feito por gente de dentro dos laboratórios. Fechou com a regra da inteligência artificial sendo escrita em três salas fechadas: a cúpula entre Trump e Xi Jinping, o Conselho de Segurança da ONU e um almoço na Casa Branca com os seis principais executivos do setor. A verificação prévia dos modelos segue voluntária, e os preços caíram pela metade.Cadeia de semicondutores30 setChina esgota a cota e taxa a carne do Brasil em mais 55%O Ministério do Comércio da China anunciou nesta quarta que a carne bovina brasileira atingiu em 29 de setembro 100% da cota anual de 1,1 milhão de toneladas. A partir da zero hora de 1º de outubro, cada tonelada acima da cota paga 55% de tarifa além dos 12% já cobrados. A China é o destino de quase metade da carne que o Brasil exporta. Com o tarifaço americano e o embargo europeu ainda de pé, o maior comprador do agro brasileiro restringe a compra a quatro dias do primeiro turno.Comércio global30 setClima: o aquecimento do oceano dobrou de ritmo em 20 anosO serviço marinho do Copernicus, o programa europeu de observação da Terra, publicou nesta quarta o décimo relatório do estado do oceano: o ritmo de aquecimento dobrou nos últimos vinte anos, o calor armazenado bateu recorde pelo nono ano seguido e o nível do mar sobe 3,8 milímetros por ano desde 1999. No Pacífico, a semana encerrada em 23 de setembro entrou no arquivo da NOAA com desvio de 3,1 °C, o maior do evento. A série segue o processo: um El Niño sem precedente medido sobre um oceano que aquece cada vez mais rápido.Energia30 setEleição 2026: Lula não vai ao debate e o empate chega a 24A quatro dias do primeiro turno, o presidente comunicou à própria coordenação que não vai ao debate da TV Globo de quinta e negocia uma entrevista a podcast no mesmo horário. Duas pesquisas nacionais novas, Meio/Ideia e Indexa, mostram o segundo turno empatado dentro da margem e levam o acumulado da série a 24 medições. O plenário virtual do TSE julga a remoção dos posts do caso de Aparecida. E a China passa a taxar a carne brasileira a partir de quinta, pondo o agro no centro da véspera.Arquitetura de segurança